Sabe aquela vontade de ir trabalhar, a autonomia de tomar as suas próprias decisões, a garantia de aprender diariamente com pessoas incríveis que querem compartilhar conhecimento? Então, isso não precisa ser um sonho. É o que pode acontecer quando se aplica a metodologia ágil.

Quando se pensa em metodologias ágeis o que vem em sua mente? Muitas pessoas trabalhando de forma simultânea e rapidamente? Isso não ocorre sem motivo. Mas o real significado do ágil não é o trabalho rápido propriamente dito, e sim a resposta rápida às necessidades e mudanças do mercado.

Podemos entender então que a agilidade na execução do trabalho é apenas uma das muitas consequências de se aplicar métodos ágeis.

Antes de pensar em ágil, o processo de criação de software era desenvolvido através do modelo industrial, conhecido como modelo cascata, onde os requisitos eram bem definidos e as especificações detalhadas e imutáveis, com período bastante extenso da contratação a entrega do produto final.

Como consequência, muitas vezes no lançamento do sistema ou software a solução não era satisfatória, não resolvia o problema do cliente ou já estava ultrapassada mediante a alterações do mercado ou até mesmo da legislação vigente. Para resolver tais questões, surgiu o Manifesto ágil.

Manifesto ágil, o que é e de onde surgiu?

No final da década de 90, começou a se pensar em como resolver os problemas decorrentes do efeito cascata, porém nada certo ou concreto sobre uma solução. Nem ao menos um esboço. Porém de 11 a 13 de fevereiro de 2000, houve um encontro onde 17 pessoas que já conheciam a essência do ágil trouxe um novo movimento, onde seria necessário mudar o mindset.

Para nortear tal mudança, foram criados 4 valores e 12 princípios, tais informações ficaram conhecidas como Manifesto ágil.

Os 4 princípios do Manifesto ágil são:

  • Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano

Apesar de bastante claro e muitas vezes “piegas” o manifesto ágil não é uma metodologia ou framework, aqui você não encontra descrições ou um passo a passo claro para ser ágil. Então ficou definido que todos os todos os métodos compatíveis com os valores e princípios do Manifesto Ágil seriam ágeis por natureza.

Como uma forma de impulsionar ainda mais o seu conhecimento em ágil, vamos abordar os principais frameworks e metodologias ágeis usados no mercado e algumas ferramentas de gestão bastante conhecidas e disseminadas no mercado.

Quais as metodologias e framework ágeis?

Apesar de bastante conhecido e muito falado nos últimos anos, o conhecimento do ágil é bastante confundido com a agilidade de se realizar determinadas tarefas. Por isso trouxemos neste artigo a reflexão destas duas imagens - acreditamos que assim ficará mais claro umas das principais ideias do ágil.

Trem bala X Guepardo - Imagens tirada do freepik - www.freepik.es

Observa-se que, por óbvio, o trem bala é consideravelmente mais rápido que o guepardo. Porém abro aqui um questionamento: E se precisar alterar o trajeto entre o início e o ponto final? Qual neste caso é mais eficiente?

Mediante essa reflexão, vamos citar os três modelos mais conhecidos, com uma breve explicação sobre os principais frameworks e metodologias ágeis:

  • Scrum: utilizado desde 1990, o Scrum foi criado por Ken Schwaber e Jeff Sutherland. O Scrum é um framework de gerenciamento de projetos complexos e adaptativos, possui o intuito de agregar o mais alto valor possível. Hoje é o framework mais utilizado atualmente, chegando a ser utilizados em mais de 40% dos projetos ágeis em todo o mundo.
Vector de Negócios criado por katemangostar - www.freepik.es
  • Kanban: Kanban, do Japonês que em tradução livre significa “listas” ou “cartões”, teve inicio nos anos 60 nas linhas de produção da Toyota, onde era usado um quadro com cartões coloridos. Hoje o Kanban é bastante utilizado em diversas situações, criação e manutenção de produtos, gestão, serviços, gestão pessoal, gestão de produtos, ocupando o segundo lugar no podium  dos mais usados. O Kanban se baseia em um quadro com as divisórias: To do, Doing ou Work e Done, e os post-its vão representar as várias tarefas que você tem para cumprir - eles vão sendo deslocados para as colunas correspondentes.
kanban - www.freepik.es
  • Scrunban: Como o nome já insinua, o Scrumban é uma mistura entre o Scrum e o Kanban, onde as reuniões e interações são feitas de acordo com o Scrum e a visualização do quadro Kanban nos dá uma visão clara de como está todo o processo.

A lista de métodos e framework não terminam por aqui, existem diversos outros métodos como Lean Kanban, Crystal, DSDM, FDD, XP. E essa lista não para de crescer.

Importante lembrar que o que todas essas técnicas têm em comum é que, ao invés de fazer todo o software e entregar, a equipe (também conhecida como Squad - composto por diversas áreas) quebram todas as tarefas e fazem entregas parciais, ou seja, planeja um pouquinho e entrega, planeja mais um pouquinho e entrega… Confirmando em cada uma das entregas o cumprimento do objetivo e da eficiência do projeto.

Além dos métodos ágeis, seguem algumas ferramentas que podem ajudar muito em todo o processo ágil:

  • Design Thinking - É um conceito que surgiu no designer e une a sensibilidade e os métodos dele para atender às necessidades da empresa, ou seja, uma combinação do mindset com plano de ação onde são usadas ferramentas criativas para resolver problemas de forma eficaz.
  • Management 3.0 - Movimento de liderança, inovação e gerenciamento, em que são buscadas maneiras eficientes para a empresa atingir seus objetivos priorizando a felicidade dos seus colaboradores, este modelo 3.0 possui como base a teoria da complexidade quando o foco é o entendimento das pessoas, e não departamentos e lucros, sendo organizado em 6 principais visões.
  • MVP - Do Inglês “Minimum Viable Product”, traduzida como Mínimo produto viável. É um técnica muito aplicada em Empresas que adotam o ágil como filosofia. Consiste em dividir a entrega final em várias entregas ao longo do processo, isso ajuda a validar e adaptar de forma ágil o produto final.
  • OKR - Sigla do inglês “Objectives and key results”, traduzida como Objetivos e resultados Chave, é uma técnica onde as equipes e os colaboradores (de forma individual) traçam estratégias e métodos para ajudar a alcançá-los.

Chegando ao final do artigo, podemos perceber que a base das Metodologias ágeis não é a velocidade do que se entrega, e sim o aprendizado e a melhoria contínua. O trabalho em equipe e a cooperação entre os envolvidos (stakeholders). Agora que já conhecemos um pouquinho mais, vamos colocar a mão na massa?

Não se limite apenas a este artigo. Deixamos ao longo dele diversos links de sites oficiais ou outros artigos aqui no blog que podem e vão te ajudar ainda mais a compreender todo este universo ágil. Esperamos ter ajudado, abraços e até breve!!