Quem não possui uma fonte de inspiração? No meio empresarial isso é bastante comum. Existem empresas, departamentos e empreendedores que buscam inspirações em determinados produtos e ou pessoas, e essa busca de referência é o início do Benchmarking.

O que é benchmarking?

“Benchmarking é o contínuo processo de medição de produtos, serviços e práticas, de modo a confrontar os resultados com os dos concorrentes mais fortes ou com os daqueles que são considerados líderes da indústria”, David Todd Kearns, ex-CEO da Rank Xerox Corporation, a pioneira na introdução da prática benchmarking.

O benchmarking é um termo que vem do inglês, traduzindo: “referência”, é uma ferramenta da qualidade total e gestão estratégia baseada em pontos de referências, como a própria tradução diz, compreende a realização de pesquisa e análises comparativas, levando as empresas a transpor suas limitações em prol da melhoria contínua. O essencial do benchmarking é a comparação com uma "referência", avaliar o porquê está se destacando, extrair o que é relevante e adaptar a sua realidade e a realidade da sua empresa.

Podemos concluir que o benchmark é:

  • Processo contínuo e estruturado, não é um ato isolado;
  • Procura de informação valiosa e não livro de receitas;
  • Processo de aprendizagem e não uma cópia ou uma imitação;
  • Leque de oportunidades e não um passo a passo do que fazer;
  • Análise aos processos e não é uma constatação de fatos;
  • Ferramenta de gestão, aplicável aos processos e não apenas uma moda.
Benchmarking, aprender com os melhores!

Quais os tipos de benchmarking?

Como era de se esperar, a referência pode vir de muitos lugares, inclusive de áreas não relacionadas a sua área de atuação, por isso agora vamos ver os três tipos de benchmarking existentes, são eles:

  • Interno: um determinado departamento ou franquia/loja se compara com o outro e implanta aquilo que pode ser adaptado para melhorar o desempenho. Bastante usada em empresas de franquias, onde uma unidade estuda, avalia, adapta e implanta boas experiências já testadas em outras unidades.
  • Institucional: empresas do mesmo ramo de atividade usam o benchmarking para estudar melhorias de solução, este movimento está em alta com a implantação da gestão ágil.
  • Genérico: quando uma empresa se compara com a outras empresas que inicialmente não possuem ligação. Exemplo: hospital com o ramo de hotelaria, essa comparação visa melhorar a experiência de “hospedagem” do paciente na rede hospitalar.

A variedade é realmente bastante extensa não é mesmo? Espero que esta breve explicação tenha aberto um pouquinho os seus horizontes ao pensar em melhoria contínua. Para aprimorar ainda mais no nossa raciocínio, vamos citar alguns exemplos de benchmarking.

Benchmarking em alta, quais são?

Apesar de o cenário industrial ter sido o grande precursor do benchmarking, o seu nascimento ocorreu nos EUA com a Rank Xerox Corporation, onde a ideia se espalhou rapidamente por todos os setores, tornando-se item obrigatório para empresas que desejassem crescimento e um futuro promissor. Dentre às grandes empresas que adotaram o benchmarking está a Ford Motor Company, Alcoa, Milliken, AT&T, IBM, Johnson & Johnson, Kodak, Motorola, Texas Instruments, entre várias outras grandes empresas. Seguem alguns casos que você certamente já ouviu falar, afinal, são referências de estudos até hoje:

  • Google com o Jeito Google de ser/trabalhar: da Garagem ao topo, a Google não se limitou somente ao site de busca, ela se adaptou às demandas do mercado de forma interativa, quando perguntou aos fundadores, Larry Page e Sergey Brin qual seria o segredo do sucesso, a resposta está na ponta da língua “Um dos principais segredos de sucesso está na gestão de pessoas, como os googler’s (seus colaboradores) têm liberdade de trabalhar suas ideias em um ambiente agradável e propício ao desenvolvimento pessoal e coletivo”.
  • Disney com o Estilo Disney: presente na telinha antes ou depois das aulas da criançada e no sonho de muitas crianças e adultos, o talento da The Walt Disney Company em transformar o sonho em realidade e inquestionável.
  • Toyota com o modelo Kaizen Toyota: levando a sério o slogan da Toyota “Sempre Melhor” o modelo Kaizen Toyota humaniza o local de trabalho, capacitando membros individuais para identificar áreas para melhoria e sugerir soluções práticas.
  • MC Donald’s, serviços via fast-food e drive-in: apesar de não ser a primeira empresa do ramo alimentício a implantar a rede fast-food e drive-in, o incrível marketing que a primeira franquia possuía a fez referência e trouxe grande reconhecimento mundial.
  • Spotify com o modelo Spotify Squads: a empresa é dividida em times/setores, chamados de Squads que possuem autonomia, são auto organizáveis, pequenos e responsáveis por determinados projeto do Spotify, como diz o Henrik Kniberg.
  • Ford com a linha de produção/montagem: quem nunca ouviu a famosa frase de “Qualquer cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto” - Henry Ford, é assim começa o processo de linha de produção ou linha de montagem.

Como implantar o benchmarking?

Como todo o processo de melhoria contínua, não há uma fórmula mágica ou um passo a passo exato do que fazer, porém separamos algumas dicas que pode te ajudar a iniciar este processo, então, vamos às dicas:

  1. Conheça a sua empresa, a análise SWOT é uma excelente ferramenta para iniciar esse processo;
  2. Escolha o tema de análise benchmarking;
  3. Identifique as empresas referências no mercado deste tema escolhido;
  4. Separar as métricas internas que serão analisadas;
  5. Reunir os resultados dessas métricas em um determinado período para comparação;
  6. Comparar e tentar identificar as possíveis causas das diferenças;
  7. Estabelecer metas para melhorar os resultados do processo;
  8. Reunir a equipe e alinhar os novos objetivos e processos de melhoria;
  9. Colocar em práticas as decisões estabelecidas;
  10. Fazer novas avaliações periodicamente para analisar os resultados obtidos.

Quais as vantagens do benchmarking?

Nessa altura você já percebeu que existe diversas vantagem no benchmarking, porém vamos citar mais algumas para não haver dúvidas:

  • Introduzir novos conceitos e informações na instituição:
  • Melhorar o conhecimento da própria organização;
  • Identificar e priorizar as áreas que devem ser objeto de melhorias;
  • Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
  • Melhorar o conhecimento do mercado, dos concorrentes e do nível competitivo atual;
  • Maior eficácia na orientação para os clientes ao identificar os fatores críticos de sucesso internos na sua satisfação;
  • Aprender com os melhores;
  • Implantar a melhoria contínua, superando as expectativas do mercado.

Benchmarking é incrível não é mesmo? Agora que você já sabe tudo sobre o assunto, é hora de colocar em prática, caso esteja com alguma dúvida ou não saiba como coletar e avaliar a fundo as informações da empresa e do mercado, temos vários artigos que pode te ajudar nisso, é só continuar navegando no Blog do Painel e escolher o que mais te chamar a atenção. Espero te ver em breve.

Até mais! =D